Crítica – É extremamente agradável ouvir e sentir Gessy & The Rhivo Trio

Show – Banda Gessy & The Rhivo Trio é a explosão musical deste sábado
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Crítica – É extremamente agradável ouvir e sentir Gessy & The Rhivo Trio

Gessy & The Rhivo Trio com um show fantástico no Sesc Morada dos Baís. (Foto Layne Francinny)

Friedrich Nietzsche já dizia que “a música oferece às paixões o meio de obter prazer delas”. Assistir e ouvir Gessy & The Rhivo Trio dá essa sensação – felicidade e principalmente de amar a música. O que o público pode notar na noite de sábado no Centro Cultural Morada dos Baís foi exatamente isso – qualidade musical e lembranças de canções que estão grudadas em nosso corpo e mente que permanecerão até o final (ou início) de nossas vidas.

A parceria de Rodrigo Gasparetto (guitarra), Felipe Fernandes (bateria), Marcelo Rezende (baixo) e  Gessica Fernanda – Gessy (vocal) é daquelas que se fosse para dar errado, com certeza essa palavra não se encaixaria nos padrões desses maravilhosos músicos. É muito elogio para uma banda que não tem um ano de formação entre eles? Absolutamente não! A música está dentro desses quatro – há anos – desde pequenos, carregadas de lembranças – orientações da família e prazer de estar dentro da sonoridade de grandes nomes do passado que vão de Elvis a Etta James ou mesmo dos Rolling Stones e Amy Winehouse. É extremamente agradável ouvir Gessy & The Rhivo Trio.

Ao entrar no palco exatamente no horário previsto, The Rhivo Trio começou com um instrumental e logo em seguida chegou Gessy para iniciar a explosão musical da banda com “Hold On”, da Alabama Shakes, do álbum Boys & Girls (2012) que foi indicado para o Grammy Awar e UK Festival Award – Hino de Verão. Logo de cara já mostrava que seria um show inesquecível.  Em seguida a banda partiu para “Crazy Arms”, de Jerry Lee Lewis, que não sei explicar, essa canção tem a cara do excepcional  guitarrista Rodrigo Gasparreto.

E por aí seus componentes começaram a brilhar. Marcelo Rezende fazendo uma justa homenagem ao seu ídolo Elvis Presley com uma camiseta com a estampa da primeira gravadora do cantor, a Sun Records; o baterista Felipe Fernandes com a da banda de southen rock “estadunidense” Lynyrd Skynyrd; Rodrigo Gasparetto no seu estilo texano de ser e Gessy graciosamente com boné preto. Tocaram canções maravilhosas de Jonny Cash, por exemplo, cantor, compositor e ator norte-americano conhecido por seus fãs como “O Homem de Preto”. Todas as bandas que amam a boa música deveriam tocar pelo menos uma canção desse grande artista.

O público por vez vibrou quando a banda tocou “Oh Darling” reverenciada pelos Beatles e em seguida Gessy mostrou a potência de sua maravilhosa voz cantando Janis Joplin: “Cry Baby”. Chamou em seguida para uma participação especial o músico Clayton Sales, tocando gaita em a canção “Not Fade Away”, de Buddy Holly, Charles Hardin e Norman Petty, imortalizada através dos Rolling Stones. Um show! Daí chegou a hora de outra participação mais que especial e que já está sendo figurinha carimbada nas apresentações da banda: a jovem cantora Layne Francinny que cantou Nina Simone e desta vez não ficou em apenas uma canção para alegria do público presente. Cantou também Willie Nelson e mais outra. Deu para perceber que Layne tem seu caminho mais que certo com a tonalidade vocal perfeita.

A banda foi passeando por outras canções, como de Cindy Lauper, “Girls Just Wat To Have Fun” e “Estúpido Cupido” de Celly Campello, que antes de cantar essa canção, Gessy falou sobre a importância das mulheres fazerem suas escolhas. “Que faça aquilo que você se sente bem e feliz” – um recado mais que apropriado. Por outro lado, tenho que tecer um parecer não muito favorável sobre a banda escolher essas duas músicas: apesar de serem conhecidas e dançantes e que agrada a todos, foge muito do repertório fantástico que ela tem. Poderia substituir por Bessie Smith, Billie Holiday, Sarah Vaughan ou até mesmo a fantástica Norah Jones.

Finalizando o show, chegou a vez de um dos grandes músicos campo-grandenses e que é responsável pela evolução do blues no Estado. Luís Henrique Ávila para tocar mais uma de Etta James e posteriormente, Amy Winehouse. Podem falar que ele é perfeccionista demais, mas o cara é brilhante e toca muito. É daqueles talentos raros e com uma simplicidade de aplaudir em pé. Fechou com “chave de brilhante” o espetáculo de Gessy & The Rhivo Trio. Essa banda merece fazer um circuito musical através do Sesc Nacional, que aliás hoje trabalha como deveria funcionar o Ministério da Cultura. Um show antológico que pela primeira vez foi assistido pelos pais de Gessy – pastores evangélicos – que sempre a incentivaram desde os seus 7 anos. É aquela velha frase conhecida: “Os pais sabem o que é melhor para os filhos”. Eles acertaram em cheio e a The Rhivo Trio também em convidá-la essa bela cantora para fazer parte da banda. Lindo show!

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