Livro – “Bugre Rima com Estrelas” será lançado nesta sexta na Livraria Le Parole

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Livro – “Bugre Rima com Estrelas” será lançado nesta sexta na Livraria Le Parole

Poeta e jornalista Edson Moraes mostra sua obra nesta sexta-feira

Uma excelente pedida cultural para essa sexta-feira, início do mês de Dezembro. É que o jornalista Edson Moraes lança seu livro de poesias. Corumbaense aos 63 anos, chega com o trabalho de 64 páginas intitulado “Bugre Rima com Estrelas” que será lançado na, na Livraria Le Parole, em Campo Grande. Posteriormente ele estará lançando  no dia 6 na Feira Literária de Bonito, Corumbá e outras cidades do interior de Mato Grosso do Sul.

O livro tem a coordenação editorial de Rogério Fernandes Lemes, realizado pela Biblio Editora, revisão e apresentação da escritora Sylvia Cesco, prefácio de André Luiz Alves, presidente da UBE-MS – União Brasileira de Escritores – e recomendações do músico e cantor Geraldo Espíndola, da jornalista e conferencista de sustentabilidade Míriam Duailibi, do ator Chao Chen, da documentarista e produtora de conteúdo cultural Mara Silvestre e do cineasta Joel Pizzini.

 Para publicar as suas poesias Edson confessa que teve primeiro de superar a timidez de quem demorou décadas para levar a sério a hipótese de tornar-se de fato e de direito um escritor. “Eu apenas escrevia e apenas escrevo. Leio, penso, e escrevo de escrever instintivo e de escrever pensado. Visibilidade sempre quis pouca, mas somente para as mensagens e ideias que quero tirar de dentro de mim”, afirma. Por isso mesmo desde que começou a poetar e fazer seus artigos, ainda criança, imaginava bastar uma reprodução num caderno, numa página de jornal ou numa superfície rasurável qualquer, fosse a parede do quarto, uma casca de árvore ou um chão de areia.

A pressão para publicar o livro apareceu quando seus pais, pessoas humildes e sem instrução escolar, porém autodidatas, passaram a insistir com razão religiosa e cristã, dizendo que dons artístico-culturais são concedidos por Deus a escolhidos que têm a obrigação de compartilhá-los. A esse impulso vieram outros, sobretudo de seus círculos afetivos e, especialmente, da família (a mulher, Suely, e os filhos Rodrigo e Paulo, cantores e músicos, e da filha Mariana, psicóloga), e de uma figura emblemática em sua vida: Antonio Datrino, o profeta Gentileza, que fez de seu apelido um propósito maior no sentido da própria existência.

“Gentileza é matéria-prima da convivência, do respeito, do amor. E também da liberdade. Só quem ama e é gentil pode ser livre, ainda que esteja num cárcere”, define. “Se me perguntam qual a razão da poesia que escrevo tenho a resposta nas duas pontas da língua: convivência. Conviver é o verbo que me move”, emenda, antes de frisar que até sua solidão, quando vem, é gregária, quer companhia.  O nome do livro reporta-se às origens de sua vida. Edson nasceu em Corumbá, a cidade que segundo a lenda dos índios bororó surgiu de uma estrela atirada por Deus no espaço. “Lenda Bororó”, poema do poeta simbolista corumbaense Pedro de Medeiros (1891-1943), narra essa concepção mística dos nativos. Filho de pais cuiabanos com ascendência de negros, índios e espanhóis, Edson revela traços que costuma batizar de “DNA andino-pantaneiro”. Por isso usa de forma afirmativa a expressão “bugre”, criada pelos colonizadores e aventureiros europeus como traço depreciativo na anatomia dos povos originários.

Sem nenhum tipo de financiamento oficial, Edson Moraes bancou os custos de seu primeiro livro com a venda antecipada de exemplares. Encomendou 300, para pagar em duas vezes. As vendas garantiram o contrato com a gráfica e editora. Porém terá que encomendar mais exemplares, porque precisa de estoque para os lançamentos em Corumbá e de Bonito. (Com Assessoria)

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