Opinião – Abertura da Flib valoriza a simplicidade e a força da cultura regional

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Opinião – Abertura da Flib valoriza a simplicidade e a força da cultura regional

Crianças de Bonito participaram da abertura da Flib ontem e que valorizou o talento da comunidade. (Foto: Aurélio Vinícius)

A Flib – Feira de Literária de Bonito finalmente deu seu pontapé inicial ontem (6), quarta-feira na Praça da Liberdade. Como dizia uma das homenageadas do evento, Clarice Lispector: “Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta, continuarei a escrever”. Essa frase representa muito bem o que foi a abertura da feira, que após muita luta e adiamentos os promotores acreditaram que era necessário sim fazer algo, mesmo não sendo as consideradas “grandes produções” e com nomes renomados da literatura, música, teatro do país.

Mas o interessante é que a redução de custos fez com que a Flib em sua abertura fosse “caseira”, mais regional e muito mais interessante – aconchegante. Banda de colégio, participação do coral da Melhor Idade, apresentação musical de um coro de crianças e poesia. Lutadores pela causa literária por sua vez estavam lá como o próprio organizador Carlos Porto que mesmo com as desconfianças de muitos que não acreditavam mais na realização do evento esse ano, continuou até o fim. Assim a Flib saiu novamente do papel e invadiu a praça e as escolas.

Representantes políticos do município estiveram no palco falando da importância que é o evento para a comunidade e anunciaram que para o próximo ano ele já está programado no orçamento dos gastos da cidade. Um anúncio que pode ter até passado desapercebido por muitos, mas que tem uma importância enorme para a população de Bonito e principalmente para os estudantes que este ano terão dois dias de intensa programação nas escolas.

Apesar dos agradecimentos por parte da comissão organizadora, por incrível que pareça, nenhum representante da Secretaria de Cultura e Cidadania, além da Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul estava presente. Isso mostra de total desinteresse por parte daqueles que deveriam cuidar de perto da Cultura do Mato Grosso do Sul. Talvez essa ausência seja por não ter nenhum artista ou escritor de renome nacional e que normalmente cobram cachês altíssimos. Talvez porque a Flib está sendo com 100% de escritores, poetas, atores, músicos, palestrantes de nosso região que é tão rica culturalmente.

A comissão organizadora do evento mostrou ontem que em sua abertura, que a simplicidade e a valorização dos artistas do MS é a grande saída para que possamos ter bons frutos no futuro. É necessário sim que se invista no que temos de melhor no Estado. É necessário que a nossa população conheça nossa arte. É necessário que a comunidade em geral participe ativamente e esteja incluída em projetos não tão grandiosos e com gastos exorbitantes. Os empresários locais estão participando como é o caso de representantes de livrarias da cidade e também de Campo Grande. É essa valorização que os “ditos” entendedores da Cultura Sul-Mato-Grossense precisam colocar na cabeça. A Flib tem seu segundo dia nesta quinta-feira e acredito que boas coisas ainda virão.

 

 

 

 

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