Crítica – Moscas de Bar pousou no coração do público relembrando Raulzito

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Crítica – Moscas de Bar pousou no coração do público relembrando Raulzito

Moscas de Bar fez um excelente show na Morada dos Baís. (Foto: Heloisa Lazarini)

“Quero a certeza dos loucos que brilham. Pois se o louco persistir na sua loucura, acabará sábio”. Não poderia deixar de iniciar essa crítica do show da banda Moscas de Bar no último sábado no Sesc Morada dos Baís. Apesar de ela ter 25 anos de estrada (várias mudanças de componentes), nunca havia assistido uma apresentação desses músicos que fizeram uma homenagem ao grande roqueiro baiano Raul Seixas. Mas já havia ouvido comentários sobre o som da banda.

As duas primeiras canções foram “mornas” como praticamente todos os shows ocorrem de bandas.    Sergio Oruê (vocalista), Felipe Fontoura (contrabaixista), Gabriel Gomes (guitarrista) e Luiz Marcelo (baterista) gradativamente começaram a esquentar a plateia com canções eternas compostas pelo homenageado. Sem qualquer “milongas” ou compromisso para fazer um show considerado certinho, a banda foi crescendo com as belas canções. E lá pude relembrar os bons tempos de Raul (tive o prazer de assistir um dos seus últimos show em Santos).

Das diversas, tocaram “Metamorfose Ambulante”, “Medo da Chuva”, “Alcapone”, “Cowboy fora da Lei”, “Sociedade Alternativa”, “Quando acabar o maluco sou eu”, “Aluga-se”, “Rockixe” e que levou o bom público a cantar e dançar. O bom da banda Moscas de Bar é que tem seus componentes de diferentes idades e mostra um entrosamento maravilhoso de ver e se ouvir. O mais experiente, o vocalista Sergio Oruê, parecia que estava em casa, muito a vontade que em um certo momento de solo do guitarrista, teve tempo de ir ao banheiro fazer suas necessidades pessoais e retornar para encerrar a canção. Desrespeito com o público? Que nada… fazer no palco é que seria algo estranho! Talvez nem estranho fosse…

Mas o show não foi basicamente com canções de Raul. A banda tocou Cazuza, “Eu  queria ter uma bomba” e seguiu com saudoso Renato Fernandes (Bêbados Habilidosos), chegando com o inigualável Chuck Berry, Beatles e a conhecida Rua Augusta, de Ronnie Cord, eternizada por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e até mesmo Raul Seixas gravou. E um dos momentos que mais gostei e lembrei também dos bons tempos, foi justamente a banda ter tocado “Tu és o MDC da minha vida” (Raulzito).Uma sensação muito boa de ouvir uma banda interpretando do seu modo essa bela canção.

O show da Moscas de Bar foi agradabilíssimo onde todos os seus músicos se destacaram individualmente: a bela voz e tranquilidade em palco do vocalista Sergio Oruê, a guitarra arrepiante do “menino” Gabriel Gomes, o baixo marcante de Felipe Fontoura e a bateria sempre atenta e com muito profissionalismo de Luiz Marcelo. Se iria em outro show da banda ? Claro que sim e levaria amigos com certeza!

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