Teatro – “Boca de Ouro” chega em maio no Palácio Popular da Cultura

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Teatro – “Boca de Ouro” chega em maio no Palácio Popular da Cultura

Peça com Malvino Salvador será encenada em maio nos dias 12 e 13 . (Foto: João Caldas)

Malvino Salvador, Lavínia Pannunzio, Mel Lisboa, Claudio Fontana, Chico Carvalho, Leonardo Ventura, Cacá Toledo, Mariana Elisabetsky, Jonatan Harold e Guilherme Bueno estarão nos próximos dias 12 (sábado – 21 horas) e 13 (domingo – 19 horas) de maio no Palácio Popular da Cultura com a peça “Boca de Ouro”. Depois de quase 1 ano de sucesso em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba e 2 indicações ao Prêmio Shell de Teatro, será apresentada em Campo Grande. É mais uma promoção de Pedro Silva Promoções e Jamelão.

Os ingressos já estão a venda: Setor B – R$ 150,00 / meia R$ 75,00 – Setores A / C / E R$ 120,00 / meia R$ 60,00 – Setores D / F ( fileiras A a F ) R$ 100,00 / meia R$ 50,00. Preço Promocional ( Somente para os primeiros 100 ingressos de cada espetáculo ) nos seguintes setores : Setores D / F ( da Fila G até M ) R$ 75,00 / meia R$ 37,50. Eles poderão ser adquiridos no stand no Shopping Campo Grande – 2º Piso, em frente Loja Riachuelo / Informação : (067) 3326 – 0105. Pela internet: www.pedrosilvapromocoes.com.br

Boca de Ouro é um lendário bicheiro carioca, figura temida e megalomaníaca, que tem esse apelido porque trocou todos os dentes por uma dentadura de ouro. Também é conhecido como o Drácula de Madureira. Quando Boca é assassinado, seu passado é vasculhado por um repórter. Sua fonte é dona Guigui, a volúvel ex-amante do contraventor, uma mulher que, ao longo da peça, revela diferentes versões do bicheiro.

Malvino Salvador é Boca de Ouro, Mel Lisboa e Claudio Fontana fazem o casal Celeste e Leleco, e Lavínia Pannunzio vive a transtornada Guigui, ao lado de Leonardo Ventura, que faz seu fiel e apaixonado marido, Agenor. Chico Carvalho é Caveirinha, o repórter rodriguiano, que carrega em si o olhar afiado e crítico do dramaturgo-jornalista, que durante anos trabalhou em Redações e conheceu ele próprio os vícios e contradições da imprensa. Chico também interpreta a grã-fina Maria Luisa. Cacá Toledo e Guilherme Bueno completam o elenco.

Jonatan Harold assume o piano desta gafieira carioca oferecendo a ambiência musical para Mariana Elisabetsky interpretar as canções imortalizadas por Dalva de Oliveira (1917-1972). Como toda a ação proposta por Nelson Rodrigues parte da mente contraditória de Dona Guigui, as diferentes narrativas da personagem são exploradas pelo encenador de forma muito diversa. A cada versão de Guigui, a arena de Villela circula, ressaltando o espaço arquetípico convergente, assim como o salão circular de uma gafieira, ou um ciclo de vida que se encerra.

Dentro das iconografias do subúrbio carioca, Gabriel se utiliza da simbologia do Candomblé e das mascaradas astecas no espetáculo. A casa de Celeste e Leleco traz muitas representações de Orixás sincretizados. A figura de Iansã, (Guilherme Bueno) aparece toda vez que uma cena de morte acontece. Iansã faz a contrarregragem das mortes da estória. O Brasil cabe todo nesta arena: a política, as narrativas contraditórias, a libido, a festa da gafieira, o jogo do bicho, a fé e a música. Retratos de uma época que nos mostram que o Brasil pouco mudou, e que nosso dramaturgo nascido em Pernambuco em 1912 e radicado no Rio de Janeiro, nunca foi tão atual.

Além da direção, Gabriel Villela assina os figurinos e a cenografia. A iluminação é de Wagner Freire, a direção musical e preparação vocal são assinadas por Babaya e a espacialização e antropologia da voz por Francesca Della Monica. Os diretores assistentes Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo completam a equipe criativa. Esta é a terceira montagem de Nelson Rodrigues feita por Gabriel Villela. Em 1994 ele montou A Falecida, com Maria Padilha no papel título, depois foi a vez de Vestido de Noiva, em 2009, protagonizado por Leandra leal, Marcello Antony e Vera Zimmerman.

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