Crítica – Em “Raízes”: um show de profissionalismo de Joice Moreno e seus músicos

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Crítica – Em “Raízes”: um show de profissionalismo de Joice Moreno e seus músicos

Joice Moreno encantou na Morada dos Baís. (Foto: Aurélio Vinicius)

Um canto com um tom especial. Joice Moreno chegou das “bandas das Minas Gerais” para encantar. Paul Claudel disse um dia: “que todos os que aproximarem de mim tenham vontade de cantar, esquecendo as amarguras da vida”. Acredito que aqueles que foram assistir o show “Raízes” dessa maravilhosa artista, tiveram a mesma vontade, e assim por várias vezes soltaram a voz no Centro Cultural Sesc Morada dos Baís na última sexta-feira.

Uma noite mágica e até mesmo o palco foi mudado (encantado pelas mandalas da artistas plásticas Milla Freitas) para que todos pudessem sentir esse espetáculo mais intimista de Joice Moreno que estava acompanhada de músicos impecáveis como Renato Nonato (acordeon), Gabriel Basso (baixo), Ivan Cruz (violão) e Junior Matos (bateria). Mas o que esperar de melhor ainda? Mesclar um show a musicalidade mineira com as composições sul-mato-grossensenses: só poderia dar no que deu.

O show começou com um atraso de 20 minutos. E assim, às 20h20 min, a artista entrou e começou a soltar a voz com a canção “Gira de Meninos”, da cantora mineira Ceumar e do compositor Sérgio Pererê, um belo trabalho que sem dúvida alguma mereceu abrir o espetáculo. Assim a artista veio depois com a conhecida “Paiaguás”, dos cariocas mais sul-mato-grossenses do país, Guilherme Rondon e Paulo Simões (por um lapso ou até mesmo nervosismo, a artista citou apenas que era uma composição de Guilherme), mas depois reverenciou o próprio Paulinho Simões que estava presente. “Oração do Anjo”, outra canção da mineira Ceumar, que inicia com uma estrofe lindíssima: “Não permita Deus que eu morra sem ter visto a terá toda, sem tocas tudo que existe. Não permita Deus que eu morra triste. Daí me a graça de viajar de graça por essa esfera afora”.

Joice continuou com Minas e cantou belamente “A Lua Girou”, de Milton Nascimento, do álbum Geraes e para em seguida entrar com a canção maravilhosa do sul-mato-grossense Antonio Porto e Alexandre Lemos, vencedora do Festival Avaraeense de Música Popular: “Cordel Chinês”. Cantou “Terra de Sonhos” de Almir Sater e “Cunhataiporã” de Geraldo Espíndola não poderiam faltar no repertório e que a artista foi aplaudida calorosamente. “Encontros e Despedidas”, de Milton Nascimento e Fernando Brant por vez arrebatou os corações de todos. O público fez coral com a artista daquela que é umas das mais belas desses mineiros.

A artista em seguida chamou a cantora Maria Alice, uma das principais vozes do Estado para cantar junto um belo “Baião”. Novamente o público reagiu com entusiasmo demonstrando um grande carinho e repeito pelas cantoras. O músico Ivan Cruz também apresentou seu trabalho solo que é respeitadíssimo por todos: “Baião Wagão”. Houve também um instrumental de outro convidado especial, o excelente guitarrista Gabriel De Andrade que mais uma vez mostrou porque é considerado um dos grandes guitarristas se surgiu nos últimos anos no Mato Grosso do Sul.

Por fim o show foi se encerrando com “Colo da Dona Cano”, com um início de percussão maravilhosa tocada por Junior Matos. “Cravo e Canela” e encerrando o show “Raízes” com um  “pout pourri” das conhecidas canções de Milton Nascimento, “Ponta de Areia/ Fé Cega, Faca Molada “Maria Maria”. O que se pode dizer de tudo isso? É que o show de Joice Moreno deixou aquela vontade de “saudades” de tão belo e profissional que foi.

 

 

 

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