Crítica – Dagata & Os Aluízios: uma banda que todos de bom gosto devem ouvir

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Crítica – Dagata & Os Aluízios: uma banda que todos de bom gosto devem ouvir

Banda de Dourados fez um belo show no Sesc Morada dos Baís apesar do frio e chuva (AF)

Apesar de amar todo tipo de arte, ultimamente pelos meus compromissos profissionais, não estou podendo ir a todas as apresentações artísticas, principalmente nos fins de semana. No entanto, há bandas de música que vale a pena fazer um esforço para assistir. No último sábado foi um dias desses. Fui ver novamente a banda douradense Dagata & Os Aluízios que se apresentou no Sesc Morada dos Baís.

Um sábado de chuva e frio, após 51 dias de total seca em Campo Grande, a banda veio mostrar novamente porque é considerada uma das melhores do Mato Grosso do Sul, com três trabalhos lançados e uma estrada imensa de muito pop rock e rock. Já havia assistido dois shows dela que mescla canções autorais e alguns covers interessantes com a marca da Dagata. Para variar, quando o tempo muda, o campo-grandense praticamente não sai de casa. No entanto, para quem gosta de ouvir uma boa música como eu, com certeza é algo imperdível. Quem não foi perdeu.

Ao todos foram 23 canções, abrindo com a canção autoral “Sapato Velho”, um rock para balançar as estruturas até mesmo dos corpos friorentos dos que foram assistir. E em seguida com várias outras como “Acessinho”, “Coisas Velhas”, “Vem”. ”Let me Sing”(Raul Seixas), “Ramão Ramirez”, “Che Rorayhu”, “Um Velho Sol”, “Cada um com o seu Eu”, e a belíssima “Top Top (Cássia Eller).

Uma das canções da banda que também sempre me chamou a atenção: “De Ponta Porã a Amsterdã”, depois “Serpenteava o Trem”, “Como os Almoços” e em seguida lembraram da eterna rainha do rock brasileiro, Rita Lee com a canção “Agora só falta você”. Essa mistura de sons da Dagata & Os Aluízios chegou até mesmo ousando com Pink Floyd “Youg Lust”. O som da moçada de Dourados é mais que bonito de se ouvir, principalmente porque seus componentes adoram tocar o bom e verdadeiro rock.

Nas últimas canções do show, ela veio com “Teré” e a versão encantadora de “Retalhos de Cetim” de Benito de Paulo, seguindo com “Comentário John”, de Belchior. “Faça o Favor”, “A Tardezinha pra Campão”, uma bela lembrança para Campo Grande. Mas não podia de deixar de cantar Roberto Carlos, “Ilegal, Imoral” e “Maracatu Atômico”, meu querido saudoso amigo Chico Sience. A bela autoral “Na Joaquim”, canção forte que é um grito de uma realidade de uma região de Dourados.

Fernando Dagata (voz/violão), Willian Grando (bateria), Alessandro Pacito ‘Tulli’ (guitarra), Cláudio Roos (baixo) e Paulo Caiano ‘Portuga’ (percussão) e Biko do Trombone fizeram um show lindo e gostoso de se ouvir, com muito profissionalismo. A apresentação teve uma participação especial do músico Alex Cavalheri (Bando do Velho Jack). Campo Grande deve receber sempre as bandas do interior do Estado que fazem um trabalho excelente, no entanto é necessário que promotores revejam o cachê desses grandes batalhadores de nossa música: o que foi pago para a Dagata & Os Aluízios pelo Sesc podemos dizer que foi piada. Vamos valorizar nossos artistas!

4 Comentários

  1. Alex Fraga disse:

    R$ 1.300 – A banda teve que custear a viagem e estadia…ou seja, tocou de graça para apresentar o trabalho.

  2. Rafael disse:

    E qual foi o cachê?

  3. Paulo disse:

    Excelente muito grato pela sua crítica. Forte abraço

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