Crítica – Voz rara de Lucille Berce e o incrível blues do Paraguai em Bonito

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Crítica – Voz rara de Lucille Berce e o incrível blues do Paraguai em Bonito

Som paraguaio encantou ontem no Festival de Blues e Jazz de Bonito. (AF)

Uma noite diferenciada. É o que se pode dizer o que ocorreu ontem no segundo dia do Bonito Blues & Jazz Festival. Os amantes desses dois ritmos, sem dúvida tiveram o prazer de ouvir e sentir a sensação da felicidade. Mais uma vez o evento mostrou que os organizadores tiveram a sensibilidade de trazer bons shows para que o público se sentisse a vontade e poder ouvir as melhores tendências do blues e jazz, independentemente da sua localidade.

Na abertura, a cantora nascida no Maranhão, Lucille Berce, surgiu mostrou porque está sendo considerada por muitos, como uma das grandes vozes do momento. Ela e seu trio fizeram um verdadeiro passeio do melhor do jazz e blues. Na realidade, Lucille que hoje está morando em Curitiba, deveria sim estar cantando com as grandes cantoras de jazz e blues fora do país. Um diamante raro que sabe fazer de sua voz, mesclando principalmente com um repertório cantando às vezes em português, algo raro hoje ouvir por cantoras de escolheram esse gênero musical no Brasil. Mas não fica por aí apenas, porque o estilo é universal. Uma pena ter iniciado mais cedo o seu show, já que tinha outros compromissos fora do Mato Grosso do Sul. Mas Lucille deixou seu encanto com  seu canto suave e com certeza merece retornar outras vezes. É bom sempre ouvir raridade em palco. Billie Holiday, Carmen McRae, Sarah Vaughan e Peggy Lee com certeza aprovariam essa bela cantora.

Mas a noite ainda estava reservada para a apresentação do paraguaio, Dominique Bernal, ( Versión Palma Loma Blues) encantou a todos. Um show impecável com uma banda de excelentes músicos. O mais interessante é que a mistura dos ritmos deu um ar diferente, onde mostrou o jazz e blues tradicional – mas por sua vez tocou a mistura do blues com a polca e a guarânia, sons de seu país. O resultado foi incrível. Baixo, gaita, guitarra e bateria, além do seu sax, deu para perceber que a universalidade da música faz bem para aqueles que tocam e principalmente para os que ouvem. Os paraguaios deram um verdadeiro show e que foi até mesmo estendido por agradar o público presente.  A presença do grande músico  Willy Suchar foi um dos momentos mais marcantes do show, um “monstro” musical. .Houve até mesmo uma participação ao final do músico Clayton Salles, que mais uma vez fez o público delirar com seu som de gaita. Ontem, sem dúvida alguma foi uma noite marcante. Belos shows !. Devido o próprio horário, infelizmente não deu para assistir um show (não programado) de uma turma de Cuiabá, o que com certeza deixou-me curioso, no entanto não faltará oportunidade. Mas valeu e muito!

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