Cinema – André D’Elia lança nesta segunda-feira “Ser Tão Velho Cerrado” na Câmara

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Cinema – André D’Elia lança nesta segunda-feira “Ser Tão Velho Cerrado” na Câmara

Nesta segunda-feira (5), a partir das 19h, no plenário da Câmara Municipal de Campo Grande, será apresentado o filme “Ser Tão Velho Cerrado” do cineasta, produtor e roteirista André D’Elia, que é conhecido mundialmente por produzir filmes documentários a partir da realidade de comunidades e seu bioma/meio em que vivem. Após o filme ocorre cinedebate com D’Ellia.

Esta é a primeira vez que André D’Elia vem ao Mato Grosso do Sul. O convite foi feito pela Frente Parlamentar de Vereadores Ambientalistas, que é coordenada nacionalmente pelo vereador por Campo Grande Eduardo Romero (Rede), e pela Escola do Legislativo da Câmara da Capital. A entrada é gratuita e limitada conforme capacidade do plenário da Casa de Leis, por isso é preciso fazer inscrição pelo site da Câmara.

O filme documentário tem 96 minutos e foi produzido a partir da realidade de moradores da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Eles decidiram se unir para defender o meio ambiente. A partir da elaboração de um plano de manejo inicia-se um movimento para conciliar interesses dos agricultores familiares, comunidade científica, defensores do meio ambiente e grandes proprietários de terra.

A Escola do Legislativo e a Frente Parlamentar já tinham promovido cinedebate com filme de André D’Elia em 2015 com ‘A Lei da Água – Novo Código Florestal. Desta vez foi feito convite para o cineasta participar e fazer, por exemplo, suas observações sobre o que sentem as comunidades em relação à conservação de seus biomas e esta relação entre a história retratada em Goiás com o que está acontecendo com o Cerrado no Mato Grosso do Sul.

Eduardo Romero explica que a conservação do Pantanal e Mata Atlântica são temas mais claros aos olhos da sociedade, porém o Cerrado é o bioma no Estado que mais tem sofrido com recordes de desmatamento que está levando todo um ecossistema à extinção.

O parlamentar alerta para estudos que revelam que o Cerrado é responsável por 75% da vazão das principais bacias do País e que resta apenas 23,9% da vegetação original. O Estado já teve mais de 75% da área desmatada até 2010, segundo o IBGE.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o cerrado se destaca não só pela diversidade de espécies de flora e fauna, mas sobretudo pela produção agrícola. Devido à expansão da fronteira agrícola brasileira, o bioma vem sendo degradado nos últimos anos para abertura de novas áreas de produção de grãos.

Sinopse

40 milhões de anos em um filme. Este documentário é uma grande campanha em defesa do Cerrado que sofre com desmatamentos recordes levando um ecossistema inteiro à extinção. Preocupados, alguns moradores da Chapada dos Veadeiros decidem se unir para defender a natureza.

Sobre D´Elia

André D’Elia é diretor de cinema e produtor do filme A Lei da Água, Novo Código Florestal (2015). Também dirigiu e produziu Belo Monte: Anúncio de uma Guerra (2012) filme que ficou famoso por se tornar o maiso caso de financiamento coletivo em plataforma aberta do Brasil. Com sua produtora independente, a Cinedelia, focada em causas sociais e ambientais, André da inicio ao gênero de cinema socioambiental ativista atualmente conhecido como “cinema pedrada”. Também, foi diretor geral do projeto “Eu Sou Amazônia” para o Google. Dirigiu também episódios do doc-reality “Trabalho Duro” para Discovery Brasil. André foi responsável também pela realização de três curtas metragens lançados na internet sob forma de uma campanha de conscientização, são eles: “Direitos Indígenas”, “MOB. Nacional Indígena” e “PEC 215 – Nó na Garganta”, dentre muitas outras campanhas em defesa do meio ambiente e dos povos indígenas. Em 2017, ele dirigiu o aclamado “Demarcação Já” com 25 dos maiores artistas brasileiros (como Elza Soares, Arnaldo Antunes, Maria Bethânia, Gilberto Gil, Ney Matogrosso e Lenine). Em 2018 André lança seu terceiro longa metragem: “Ser tão Velho Cerrado”.

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